Mãe perde a guarda do filho por morar em comunidade!

Mãe perde a guarda do filho por morar em comunidade!

Olá meninas, tudo bem?

Vocês devem ter ouvido falar sobre o caso de uma mãe, que mora na comunidade de Manguinhos, que fica no Rio de Janeiro, que perdeu a guarda do filho na justiça, por morar numa favela, área considerada de risco e pelo fato do pai ter mais condições financeiras e morar numa região bem melhor para criar o filho.

Gente, essa decisão do juiz foi o cúmulo dos absurdos e não apenas nós, que somos mães, achamos preconceituosa tal decisão, a própria Ordem de Advogados do Brasil do Rio de Janeiro disse que irá pedir ao Tribunal de Justiça do estado algum esclarecimento sobre o ocorrido.

O advogado que defende a mãe da criança, que tem apenas 8 anos, procurou a OAB por entender ser discriminatória a decisão da justiça, se é que podemos chamar de justiça, né? Afinal de contas, o menino foi criado, sem ter contato com o pai e eu fico me perguntando, como será que essa criança irá se sentir indo morar com uma pessoa desconhecida, longe dos amigos, longe do seu irmão e, principalmente, longe da sua mãe?

É realmente inacreditável e a cada dia que passa, eu menos acredito na justiça desse nosso país.

E para completar ainda mais, o juiz teve a coragem de dizer em sua sentença que a criança precisa de um exemplo paterno, pelo simples fato de ser um homem, o que demosntra o preconceito da forma mais absurda possível, principalmente nos dias de hoje, que a família moderna já não é mais composta apenas por pai, mãe e filho.

Já não é a primeira decisão do juiz nesse caso. Na primeira, em 2017, ele deu a guarda ao pai da criança, mas essa decisão foi anulada na época e agora a sentença veio com o mesmo sentido da outra.

Decidi fazer esse artigo, porque não podemos nos calar. Precisamos apoiar essa mãe que recorreu dessa decisão e esperamos que a segunda instância tenha mais discernimento para julgar pensando sempre no que é melhor para este menino, não do ponto de vista financeiro, mas principalmente do ponto de vista psicológico.

Agora, vamos torcer para que tudo dê certo!

E você, o que achou dessa decisão?

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